A Baixa pombalina e os edifícios que a integram, apresentam características únicas que os distinguem dentro do urbanismo lisboeta. Sendo uma zona da cidade bastante sensível do ponto de vista sísmico, a Baixa não tem sido deixada incólume a pressões de vária ordem e que geraram transformações, sobretudo no interior dos edifícios. Apesar disso, ainda hoje, nesses mesmos edifícios existem vestígios de algumas soluções decorativas, das quais se destacam o azulejo, o estuque e a pintura mural, constituindo esta última um capítulo pouco conhecido da História da Arte nacional. Importa conhecer e valorizar este património enquanto parte integrante de um plano construtivo abrangente, onde o elemento estético associado à própria arquitectura não foi esquecido. O presente artigo resulta da colaboração em trabalhos multidisciplinares, no âmbito do levantamento e caracterização histórico-artística do património integrado existente em alguns edifícios da Baixa pombalina, alvo de projectos de reabilitação arquitectónica.