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Artigos

N.º 5 (2017): Vandalismo e Iconoclastia

Tempos de mudança, tempos de perda: o Património conventual português no século XIX. Testemunhos de vandalismo

DOI
https://doi.org/10.37935/aion.v0i5.136
Enviado
July 31, 2022
Publicado
2017-12-28

Resumo

 A conjuntura política, social e financeira de Portugal durante o século XIX levou a que, de diversas formas, o património conventual fosse alvo de atos que contribuíram para a sua ruína. A falta de rendimentos, as invasões francesas, a guerra civil, a Reforma Geral Eclesiástica, a extinção das ordens religiosas (1834) e a desamortização dos seus bens, o encerramento dos conventos femininos, a complexa gestão estatal, constituíram, entre outras, condições favoráveis ao desenvolvimento de atitudes que se enquadram no âmbito daquilo que, habitualmente, designamos de vandalismo. Monumentos tão importantes como os mosteiros de Alcobaça ou Santa Maria de Belém não escapariam à indiferença, incúria, destruição, descontextualização. Os registos deixados por alguns intelectuais oitocentistas, e por fontes documentais como as apresentadas, algumas inéditas, mostram-se imprescindíveis para a compreensão das várias vertentes do vandalismo nos conventos e seus espólios, núcleos importantes do património arquitetónico e artístico nacional.

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