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Artigos

N.º 7 (2018): Arte & Poder

“Por uma Revolução Total” – Ernesto de Sousa e a prática política na arte em Portugal na década de 1970

DOI
https://doi.org/10.37935/aion.v0i7.200
Enviado
August 2, 2022
Publicado
2018-12-28

Resumo

Na década de 1970, instigando concepções entabuladas nos anos precedentes, Ernesto de Sousa advoga “por uma revolução total”, que deveria repercutir-se em todos os campos da sociedade. Com o intuito de subverter as normas instituídas, Ernesto de Sousa conduz os processos artísticos sob a sua alçada numa extensão política, pro­cedendo tanto a uma revisão de nomenclaturas linguísticas, substituindo, por exemplo, o termo artista pelo de ope­rador estético; como na abertura das obras ao espectador, activando-o como elemento constitutivo das mesmas. Estas transformações situam-se na sua maioria em confronto com a burguesia, que, dentro do seu espectro teórico, abarca tanto o mercado artístico como o regime fascista, que perdurou até 1974. O programa que engloba estas considerações atravessa, neste sentido, diversos momentos históricos em território nacional, procurando sempre reflecti-los e abarcá-los na promoção de uma sociedade mais livre e igualitária.

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