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Artigos

N.º 7 (2018): Arte & Poder

Figuração das Sibilas como persuasão: sobrevivência e poder religiosos na Arte Cristã

DOI
https://doi.org/10.37935/aion.v0i7.189
Enviado
August 2, 2022
Publicado
2018-12-28

Resumo

Os mitos antigos não estão mortos. A partir desta afirmação este trabalho pretende apontar os caminhos históricos que legitimaram a sobrevivência do mito das sibilas no mundo cristão, em sua estreita relação com a astrologia, como forma de poder persuasivo da arte. O paganismo esteve sempre presente no cristianismo, não só como símbolos, mas como efetiva influência essencial sobre os homens e as suas vidas. Alguns momentos históricos em particular são privilegiados neste caminho, desde os padres apologistas do cristianismo primitivo até o nascimento da ciência moderna. Sibilas e astrologia, como testemunhos “de fora” são presença constante nas representações plásticas do mundo cristão, que aqui privilegiamos. A sua sobrevivência ou pós-vida (Naschleben) é ora afirmada também pela legitimação de grandes nomes da patrística e da escolástica, e por meio da influência de Albumasar, teólogo muçulmano que faz o elo entre as sibilas e sua representação como poder.

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