Que situações históricas, que pensamentos, que atitudes, que enquadramentos, estarão na génese de uma dimensão negativa, pessimista e redutora da arte contemporânea e actual? Poderão ser múltiplas as respostas. Tentaremos apresentá-las em duas principais vertentes de actuação: definindo o pensamento filosófico do século XIX, que contribuiu para a ideia de derrocada progressiva dos valores ocidentais, com as contribuições da “morte da arte” de Hegel e o niilismo no pensamento de Nietzsche; e demonstrando um mal-estar existencial no século XX, com as vanguardas modernistas, subsidiárias das duas guerras mundiais e do holocausto nazi, com as noções de desumanização e decadência do mundo ocidental, com o situacionismo e a Guerra Fria, e, na actualidade, com a pós-modernidade e a realidade reduzida a pressupostos mediáticos.