Negligenciado pela historiografia durante séculos, Domingos da Rosa (1724-1797) destacou-se como o principal retratista da família real nos primeiros anos do reinado de D. Maria I, responsável por consolidar a imagem oficial da corte.
Alicerçado em contributos anteriores e na análise crítica de documentação inédita, o presente ensaio propõe a revalorização do seu legado artístico. Partindo da identificação de uma produção vasta e significativa, refletir-se-á sobre os processos e finalidades da encomenda, bem como sobre as circunstâncias da dispersão de algumas das suas obras. A análise incide ainda sobre o contexto de formação de coleções onde algumas destas peças foram incorporadas – com destaque para os acervos dos Museus e Monumentos de Portugal e do Paço Ducal de Vila Viçosa (Fundação da Casa de Bragança). Desta forma, oferece-se uma leitura integrada do contributo de Domingos da Rosa, promovendo a capitalização institucional dos acervos e coleções em apreço.