Este artigo explora a prática de colecionar fotografias como uma estratégia para a preservação do património imóvel, enfatizando o valor documental e histórico da imagem fotográfica. Através da análise do espólio de Manuel António Velo Gomes, o estudo destaca como estas imagens funcionam como testemunhos visuais de realidades desaparecidas ou alteradas. A investigação inscreve-se no campo da museologia e da história da arte, considerando a fotografia como um objeto patrimonial e instrumento de conhecimento. O caso de estudo evidencia a importância de conservar e estudar coleções fotográficas privadas, muitas vezes negligenciadas, como forma de salvaguardar a memória coletiva e o património edificado. Por fim, o artigo defende a integração destas coleções em instituições públicas, promovendo a sua valorização e acessibilidade para investigação, educação e fruição cultural.