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Artigos

N.º 8 (2018): Identity(ies) of the Azulejo in Portugal - Special Issue

O Azulejo como um Símbolo do Poder Colonial: a Desconstrução através do Açúcar e da Arte

DOI
https://doi.org/10.37935/aion.v0i8.220
Enviado
August 2, 2022
Publicado
2018-12-30

Resumo

Eu crio murais que se parecem com azulejos, representando caravelas e muitas características decorativas que podem ser observadas nos revestimentos azulejares tradicionais, mas os meus murais são feitos inteiramente de açúcar. Eu faço azulejos de açúcar e pinto-os com tintas comestíveis.

Interesso-me pelos azulejos, em especial os que apresentam imagens de navios, como símbolo do poder colonial e do orgulho nacional (a nação portuguesa), mas apenas como forma de subversão desse orgulho.

Desenvolvi este trabalho no Brasil, abordando a história de colonização do país e o tráfico de escravos que apoiava o império açucareiro de Portugal.

Continuo a usar a referência azul, mesmo fora do contexto do Brasil, porque quero referir-me à colonização e escravidão, mostrando como a opressão encontrou novas formas. Instalo os meus murais efémeros nas paredes da cidade, onde eles se esvaem, desbotam, desmoronam e decaem, animando uma versão mais realista da história.

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